quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

De novo em alto mar.

A noite estava calma, uma brisa gélida atormentava aqueles que ainda estavam acordados. O chão estava molhado, tinha chovido durante a tarde. 

João dormia profundamente, tapado com grossos cobertores, alheio ao frio que se fazia sentir na ruas e nas casas. João sonhava. Sonhava com algo que não conhecia. O mar. O jovem nunca tinha visto o mar. Ouvira relatos de alguns viajantes que passavam por ali. Comerciantes e cavaleiros, que falavam sobre o mar. Sobre a violência das ondas e de como estas empurravam grandes embarcações contra rochedos e os desfaziam como se se tratassem de pequenos galhos. 

João estava sobre um desses grandes navios. Corria de um lado para o outro desviando-se dos marinheiros mal humorados. Corria, saltava e balançava-se nas inúmeras cordas que pendiam dos altos mastros que seguravam as velas. O mar ondulava suavemente debaixo do navio. Este, uma caravela de três mastros, com grandes e luminosas velas brancas rumava para sul. João sabia-o devido à posição do Sol. Era algo que tinha aprendido com o seu pai. João viu-se sentado na borda do barco, olhando com atenção a água que ondulava debaixo dos seus pés e então... 

...caiu ao mar...

... e acordou sobressaltado. Sentou-se na cama, olhando em volta, estava todo destapado. A emoção do sonho, o movimento, a excitação fizeram-no libertar-se dos cobertores que o aqueciam. Os seus pensamentos voaram novamente até ao sonho que tivera. Porque estaria ele sonhar com o mar, como conseguia ele ter um sonho tão nítido do mar que nunca vira. Voltou a deitar-se. Fechou os olhos na esperança de voltar ao barco e poder ver novamente o mar, sentir o vento que soprava daquelas águas frescas e ondulantes e acarretava um imenso cheiro a sal. João voltou a cair no sono e a sua mente voltou a sonhar.

Estava de novo em alto mar...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

João, o Jovem Mago

Era Uma Vez...

No ano de 1549 numa pequena terra no Sul de Portugal, um jovem de 17 anos de nome João.

João vivia isolado do mundo. Na sua pequena terra viviam ao todo cerca de 50 pessoas, divididas por 5 famílias. João tinha três irmãs e três irmãos, Todos eles mais velhos que ele, mas nenhum deles era como ele. João tinha uma particularidade, um segredo, uma diferença. João era um mago, ou um bruxo como muitas vezes eram chamados.

João era o sétimo filho dos seus pais, o único bruxo da sua geração, mas não o primeiro na família. A capacidade de se tornar bruxo só aparecia ao sétimo filho da família e haviam longos anos que o número sete não era atingido. João era então o sétimo, era mago e carregava sozinho essa responsabilidade, ou poderia antes chamar-se maldição.

Na aldeia ninguém se aproximava dele, todos o temiam. Anos antes, João tinha incendiado um dos celeiros apenas com o estalar dos dedos e desde aí todos o temiam e insultavam-no quando passavam pelo jovem. Nem os seus irmão o compreendiam e os seus pais fingiam não vê-lo para não se apoquentarem mas João já estava habituado a tudo isto.

João tentava a todo o custo compreender a sua vida, as suas responsabilidades, o seu trabalho e mais que tudo, tentava compreender os seus poderes. Não é que conseguisse fazer muita coisa, mas o que mais o assustava era que não sabia exactamente o que conseguia fazer.

João era um mago e por isso era uma peça importante para o destino do mundo. João vivia descansado a sua vida não calculando a importância que tinha para o futuro de toda a população, no entanto havia quem soubesse exactamente quão importante era João, o Jovem Mago. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Era Uma Vez...

Era Uma Vez...

O início é o mesmo, ouvímo-lo em todas as histórias que nos contaram quando éramos pequenos.

Era Uma Vez...

O que vem a seguir é sempre diferente. Uma casa, um rapaz, uma floresta, uma menina...
As histórias mudam. Os mundos alteram-se. As gentes envelhecem. Mas o início é sempre o mesmo.

No início é assim:

Era Uma Vez...