segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

João, o Jovem Mago

Era Uma Vez...

No ano de 1549 numa pequena terra no Sul de Portugal, um jovem de 17 anos de nome João.

João vivia isolado do mundo. Na sua pequena terra viviam ao todo cerca de 50 pessoas, divididas por 5 famílias. João tinha três irmãs e três irmãos, Todos eles mais velhos que ele, mas nenhum deles era como ele. João tinha uma particularidade, um segredo, uma diferença. João era um mago, ou um bruxo como muitas vezes eram chamados.

João era o sétimo filho dos seus pais, o único bruxo da sua geração, mas não o primeiro na família. A capacidade de se tornar bruxo só aparecia ao sétimo filho da família e haviam longos anos que o número sete não era atingido. João era então o sétimo, era mago e carregava sozinho essa responsabilidade, ou poderia antes chamar-se maldição.

Na aldeia ninguém se aproximava dele, todos o temiam. Anos antes, João tinha incendiado um dos celeiros apenas com o estalar dos dedos e desde aí todos o temiam e insultavam-no quando passavam pelo jovem. Nem os seus irmão o compreendiam e os seus pais fingiam não vê-lo para não se apoquentarem mas João já estava habituado a tudo isto.

João tentava a todo o custo compreender a sua vida, as suas responsabilidades, o seu trabalho e mais que tudo, tentava compreender os seus poderes. Não é que conseguisse fazer muita coisa, mas o que mais o assustava era que não sabia exactamente o que conseguia fazer.

João era um mago e por isso era uma peça importante para o destino do mundo. João vivia descansado a sua vida não calculando a importância que tinha para o futuro de toda a população, no entanto havia quem soubesse exactamente quão importante era João, o Jovem Mago. 

Sem comentários:

Enviar um comentário